Projeto LUDERE
- 20 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 31 de mar.
O Desafio de "Reaprender a Brincar" na Era Digital

No atual cenário social, onde a fronteira entre o mundo real e o virtual é cada vez mais ténue, o Centro Juvenil de S. José (CJSJ) lançou uma resposta inovadora aos desafios da modernidade: o Projeto LUDERE. Financiado pelo programa regional Norte 2030, este projeto surge como um farol no combate a uma problemática emergente: a dependência de ecrãs e tecnologias na infância e adolescência.
Uma Resposta à Nova Emergência Social
Implementado em janeiro de 2025, o LUDERE foca-se num público-alvo específico — crianças e adolescentes entre os 6 e os 14 anos. O diagnóstico realizado pela instituição identificou que o uso excessivo de dispositivos digitais está a comprometer não só o desenvolvimento cognitivo, mas também a saúde mental e as competências sociais desta faixa etária.
A Metodologia: Terapia através do Brincar
Diferente de abordagens meramente proibitivas, o LUDERE utiliza uma metodologia diferenciada e inovadora. O pilar central é o conceito de "reaprender a brincar". Através de intervenções terapêuticas e educativas, o projeto procura:
Substituir o isolamento do ecrã pela interação interpessoal.
Promover atividades lúdicas que estimulem a criatividade e o movimento.
Fortalecer o equilíbrio emocional dos participantes.
Impacto e Trabalho em Rede
O sucesso do LUDERE não reside apenas na intervenção direta com os jovens. O projeto exige um compromisso tripartido:
Beneficiários: 150 crianças e adolescentes até ao final de 2027.
Famílias: Participação ativa e colaborativa em todo o processo de mudança de hábitos.
Rede Social: Articulação estreita com municípios e entidades locais para a referenciação de casos e monitorização de resultados.
Conclusão: Mais do que Desconectar, Conectar com o Real
Ao integrar o LUDERE no seu Plano de Atividades, o Centro Juvenil de S. José reafirma a sua capacidade de se adaptar aos tempos. Numa instituição com mais de 100 anos, o LUDERE prova que a missão de "intervir para reintegrar" agora também passa por resgatar os jovens do mundo digital para que possam viver a sua infância de forma plena, saudável e, acima de tudo, real.





















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